quarta-feira, 17 de abril de 2013

Estudos mostram que a cura da Aids pode estar próxima

Estudos mostram que a cura da Aids pode estar próxima

No Brasil, são 38 mil casos novos a cada ano. Ao todo, 11 mil brasileiros ainda morrem da doença todos os anos. 

O Fantástico conheceu o que há de mais avançado na luta contra a Aids, uma doença que atinge mais de 400 mil brasileiros.  Nesta semana, alguns dos maiores especialistas do mundo se reuniram em São Paulo. O doutor Drauzio Varella esteve no local, e mostra que existe esperança nessa luta.
Aos oito anos de idade, Rose sentiu medo, como qualquer criança. Mas os seus temores já eram de gente grande.
“Eu achei que ia ficar daquele jeito até morrer. Achei que ia ficar debilitada, ou para sempre, não morrer, mas ficar sofrendo”, lembra Rose.
Rose, que não quis usar seu nome verdadeiro, nasceu com o vírus da Aids, mas os pais adotivos só descobriram quando a menina caiu de cama com uma meningite grave.
Drauzio: E que ideia você fazia da Aids nesse tempo?
Rose: A única coisa que me preocupava quando ela me falou, minha médica, era de que não tinha cura.
A cura ainda não chegou. Mas está mais perto para Rose e todos os infectados pelo HIV.
Esta semana, os maiores especialistas no assunto estiveram na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Eles contam agora, no Fantástico, como pretendem vencer as últimas etapas para chegar à cura da Aids.
A infecção pelo HIV ocorre quando o vírus penetra nos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo.
Para conseguir se multiplicar, ele precisa misturar os seus genes com os genes da célula.

E, quando esse vírus escapa para cair na circulação e infectar novos glóbulos, o HIV recém-nascido mata a célula que lhe deu origem.
É um ciclo que pouco a pouco destrói o sistema de defesa. Por isso a Rose ficou tão mal.
Os remédios que ela toma matam os vírus assim que eles saem das células.
Grande parte das pessoas HIV positivas tratadas com antivirais consegue eliminar o vírus da circulação. O exame de sangue mostra: carga viral indetectável. O problema é que elas não conseguem ficar livres do vírus que está escondido dentro das células.
O coquetel não consegue atingir o HIV que permanece dentro dos glóbulos brancos. O vírus continua ali, protegido.
O desafio que a ciência enfrenta é como retirar esses vírus dos esconderijos e jogá-los na circulação para que eles possam ser destruídos pelos antivirais altamente eficazes que nós temos hoje.
A nossa suspeita é a de que algumas medicações agem melhor nesses esconderijos, explica o pesquisador escocês Mario Stevenson, da Universidade de Miami.
O grande diferencial da pesquisa dele é o uso de medicamentos antivirais em doses capazes de obrigar os vírus indetectáveis a sair das células e aparecer na corrente sanguínea.
Se nós conseguirmos que as drogas entrem nesses esconderijos, nós podemos reduzir drasticamente a duração da vida do vírus, completa o especialista.
Por enquanto, o teste está sendo feito com macacos. Os resultados são animadores.
O estudo será publicado numa das mais respeitadas revistas científicas, a Science.
O esloveno Matija Peterlin tem focado sua atenção na chamada cura funcional da Aids.
Durante décadas, o coquetel de remédios mantém a carga viral no sangue igual a zero.
Mas basta interromper os medicamentos por alguns dias para que o HIV volte para a circulação.
A cura funcional traz para fora o vírus escondido, até um ponto em que sobre tão pouco que o sistema de defesas convive com ele sem problemas.
Foi isso que aconteceu com um bebê norte-americano, no mês passado. Mas o diagnóstico foi comemorado com cautela pelos médicos.
No bebê, a ação foi mais eficaz do que em adultos porque a medicação foi aplicada logo após o nascimento, sem dar chance para o vírus se esconder, contou o médico.
Em todo mundo, até agora, apenas uma pessoa eliminou a Aids do corpo.
A esperança está viva, comemorou um paciente.
O americano Timothy Ray Brown era HIV positivo e tinha leucemia. Em 2007, ele recebeu um transplante de medula óssea. Todo seu sistema imunológico foi substituído pelo o que veio do doador.
Acontece que o doador não tinha a proteína que serve de maçaneta para o vírus abrir a porta de entrada da célula. Sem essa proteína, o vírus no corpo de Timothy morreu por conta própria.
Enquanto a tecnologia mais avançada ajuda os cientistas a encontrar a cura da Aids, no Brasil enfrentamos os velhos problemas. Por medo, as pessoas não fazem o teste. Só descobrem que são HIV positivo na fase avançada da doença. Quando correm o risco de morte.
São 38 mil casos novos a cada ano. Ao todo, 11 mil brasileiros ainda morrem da doença todos os anos. 135 mil pessoas têm o vírus, mas não sabem.
aids (Foto: TV Globo)aids (Foto: TV Globo)
Drauzio: Maria Clara, por que pessoas que têm práticas sexuais arriscadas não fazem o teste?
Maria clara: Eu acho que as pessoas ainda têm medo.
Marcelino viveu anos sem saber que estava infectado pelo HIV. Nunca fez o teste, nem mesmo quando um médico recomendou o exame após um quadro de anemia intensa.
Marcelino: Quando ele me deu o exame e eu olhei HIV, eu fiquei tão abisuntado que eu rasguei e fui embora para casa. Aí depois de um mês eu caí de cama.
A toxoplasmose já era uma manifestação grave da Aids. Marcelino ficou em coma. Passou três meses sem falar e ainda recupera alguns movimentos do lado esquerdo do corpo.
Hoje ele ajuda a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se fazer o teste, gratuito pelo Sistema Único de Saúde. E, principalmente, que o melhor caminho ainda é a prevenção.
Drauzio: Você acha que os mais jovens estão conscientes
Marcelino: Não. O que a gente está pegando de pessoas com 20, 22 a 24 anos que estão infectados e chegam. Eles acham que o vizinho pode pegar HIV. Mas eles não.
aids (Foto: TV Globo)aids (Foto: TV Globo)
  fonte:http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/04/estudos-mostram-que-cura-da-aids-pode-estar-proxima.html publicada em 15-04- 2013

 

Por que algumas vezes os homens acordam com o pênis ereto?

Por que algumas vezes os homens acordam com o pênis ereto?

“Queria saber por que os homens amanhecem de pênis duro. Existe alguma explicação para isso?” 
Sim , existe uma explicação para a ereção matutina dos homens, sim. A ereção é um fenômeno natural desencadeado pelo o cérebro que comanda diversas reações para nervos, vasos e músculos. Os corpos cavernosos enchem-se de sangue e o pênis torna-se rígido, ao mesmo tempo as veias internas são comprimidas para evitar a saída do sangue. O que desencadeia toda essa reação são estímulos no próprio pênis ou outro órgão sensitivo como olfato e visão. Mas logo que acorda, muitas vezes os homens não possuem estímulos, mas a ereção acontece. Nestes casos ela pode acontecer involuntariamente durante o sono ou por estar com bexiga cheia.
Enquanto dorme o homem pode ter de quatro ou cinco ereções involuntárias noturnas que funcionam como um mecanismo de autodefesa do pênis para prevenir a fibrose dos corpos cavernosos. Na verdade as ereções involuntárias são providenciadas pelo organismo para prevenir que o pênis não perca sua função por “falta de uso”. Isso acontece durante o período de sono mais pesado, quando os nervos do sistema nervoso simpático (que normalmente inibem a ereção) são sobrepostos pelos do parassimpático (que estimulam a ereção). É como se os primeiros fossem desligados e os estimuladores atuassem sozinhos. Na outra razão para ereções matutinas, a bexiga cheia, a ereção acontece mecanicamente. A bexiga cheia aumenta o tamanho e pressiona os nervos responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos que comandam a ereção.
A ereção matutina pode acontecer involuntariamente durante o sono ou por estar com bexiga cheia.

 

curiosidade do cromossomo

Por que o cromossomo X humano recebeu esse nome?
Citogenética, Genética

Dois professores de biologia explicam a origem nominal e as características da estrutura genética encontrada em dobro nas mulheres.
Por: Paulo Roberto Jubilut e Marcelo Valério
Por que o cromossomo X humano recebeu esse nome?
O cromossomo X é protagonista na genética humana. Contém aproximadamente 1.400 genes, o que representa cerca de 5% do total de DNA presente nas células femininas e 2,5% nas masculinas. (imagem: Eraxion/ istockphoto)  
Marque com um cromossomo se a alternativa a seguir estiver correta: (  ) fêmeas humanas têm dois xis e machos tem apenas um.
Não entendeu nada? Fique tranquilo: era só provocação mesmo.
Quando falamos de determinação sexual em seres humanos e em algumas outras espécies animais, cromossomos chamados de xis quase sempre estão em pauta. Esses cromossomos fazem parte de dois sistemas de determinação de sexo, que chamamos de XY e X0.
Nos seres humanos, em especial, os cromossomos xis fazem parte do conjunto total de 46 cromossomos presentes nas células somáticas – ou seja, células que não são germinativas, como espermatozoides e ovócitos secundários.
Nas mulheres eles se encontram aos pares, em dose dupla, enquanto nos homens somente existe um cromossomo xis.
Falando em herança, tanto os homens quanto mulheres mantêm um dos cromossomos xis de sua mãe, sendo que as mulheres recebem o seu segundo X do pai. Isto é, mulheres têm um xis materno e um paterno, enquanto qualquer homem carrega apenas a herança de sua mãe em seu único cromossomo xis.
Mas será que isso basta para fazer do cromossomo xis a vedete da Genética Humana, especialmente em nossas salas de aula de Biologia? Não, não. Faltou dizer que ele é formado por aproximadamente 153 milhões de pares de bases, contendo cerca de 1400 genes. E isso representa uma parte significativa de nosso genoma, cerca de 5% do total de DNA presente nas células femininas, 2,5% nas masculinas. Sua importância também está relacionada ao fato de que o cromossomo X carrega os genes importantes para se entender uma série de doenças, algumas com aspectos fenotípicos bastante complicados.
Um bom exemplo é o padrão de herança da hemofilia, já que os genes relacionados aos fatores de coagulação encontram-se somente no cromossomo xis. O individuo que tem hemofilia já nasce com esta doença e seu corpo sofre para estancar até mesmo o sangramento de um corte superficial. O interessante é que a “dosagem diferencial” entre homens e mulheres faz com que tal moléstia se expresse de maneira absurdamente mais frequente no sexo masculino.
A maioria dos professores de Biologia e seus estudantes sabem de tudo isso, do mesmo modo que sabem montar belos cariótipos a partir de fotos de metáfases. Nesses esquemas, sejam eles cariótipos verdadeiros ou idiogramas, um momento importante (quase forense, para os alunos) é o de localizar e parear os cromossomos sexuais. Assim eles definem o sexo do indivíduo em questão e, por vezes, topam com uma anomalia numérica que o professor sorrateiramente escolheu para cativar a turma. Muitos desses estudantes e mesmo professores, porém, acreditam que o cromossomo xis é assim chamado porque sua forma lembra a grafia da letra “X” de nosso alfabeto latino. Mas a coisa não é tão simples assim. Foram necessários muitos anos para que os cientistas aprendessem o que sabemos a respeito dos cromossomos. E até meados de 1955, inclusive, os biólogos descreviam os seres humanos como donos de 48 cromossomos (tal quais os macacos), ao invés dos 46 que hoje observamos facilmente.
A questão é que entre todos os cromossomos humanos, seria o de número 45 o detentor maior dos mistérios. Ele, o cromossomo xis, estava envolvido numa série de doenças “geneticamente carregadas” pelas mulheres, como a hemofilia (da qual já falamos) e o daltonismo, que (praticamente) não afetava suas portadoras, mas frequentemente seus filhos homens. E aqui está a resposta: foi a estranheza de sua natureza que batizou o cromossomo xis, não o seu formato! Um legado da Álgebra, onde o símbolo “X” representa até hoje um valor desconhecido, uma incógnita.
Aliás, sabemos todos que se o motivo do nome fosse a forma da estrutura, a maior parte dos cromossomos deveriam ser chamados de xis. E aí, pobre do cromossomo ípsilon – lembra dele? –, que ficaria lá sozinho no cantinho dos cariótipos masculinos, como uma letra de ponta-cabeça que define se ao nascer seremos machos ou fêmeas. Mas seu nome também não tem nada que ver com sua forma e resulta tão somente de que sua descoberta tenha se dado logo em seguida ao cromossomo xis.
Tempos depois, cientistas decifrariam ainda um novo mecanismo de determinação sexual, comum em alguns répteis, aves e mesmo insetos, no qual encontrariam dois novos tipos de cromossomos sexuais. Adivinhe agora que nome que eles deram a eles? Isso mesmo: cromossomos zê e dáblio.
Aqueles cientistas eram pessoas sabidas, mas talvez um pouquinho de criatividade não lhes fizesse mal.
* Artigo publicado na revista Ciência Hoje. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

ANJO MARINHO OU BORBOLETA DO MAR

olha aí galera como é lindo esse ser.
 
Anjo marinho ou borboleta-do-mar (Clione limacina), encontrada nas águas geladas do Pacífico Norte e Sul; é uma lesma do mar que possui nadadeiras em forma de asas, chega a medir cerca de 80 mm (dependendo da subespécie), se alimenta de borboletas-do-mar (outro molusco marinho porém menor); por não possuir olhos, elas utilizam sentidos químicos para detectar a sua presa.

Naked Sea Butterfly (Clione limacina), found in the cold waters of the North and South Pacific, is a sea slug that has wing-shaped fins, measure up to about 80 mm (depending on the subspecies), feed on sea-butterfly (another marine mollusk but smaller); because it doesn't have eyes, it uses chemical senses to detect their prey.





Foto: Alexander Semenov
Gallery: http://www.flickr.com/photos/a_semenov/
Other photo: http://bit.ly/ZV0YtA
Sources: http://bbc.in/c2CaTJ / http://bit.ly/XLSVoT

De onde vem o oxigênio que respiramos?

OLÁ GALERA, AQUI TIRANDO MAIS UMA DÚVIDA PRA VOCÊS, ESPERO QUE CURTAM!!!!!

De onde vem o oxigênio que respiramos?

A Amazônia recebeu o título de "pulmão do mundo" injustamente. Somadas, as espécies de algas marinhas e de água doce produzem 55% do oxigênio do planeta. É claro que as florestas dão uma grande ajuda, mas boa parte do gás é consumida por lá mesmo, na respiração e na decomposição de animais e plantas. Já as algas, para nossa sorte, fabricam muito mais oxigênio do que precisam. "O excesso de gás liberado na água passa para a atmosfera e fica disponível para os outros seres vivos", afirma a bióloga Mutue Toyota Fujii, do Instituto de Botânica de São Paulo. As algas ainda levam a vantagem de ocupar uma área bem maior que as árvores. "Afinal, 70% do planeta é coberto de água e todos os oceanos são habitados por algas microscópicas produtoras de oxigênio", diz outra bióloga, Estela Maria Plastino, da Universidade de São Paulo (USP).
A verdade é que o ser humano tem uma dívida grande com esses vegetais aquáticos. "As espécies mais simples, as algas azuis, lançaram oxigênio na atmosfera primitiva da Terra há 3,5 bilhões de anos. Se isso não tivesse acontecido, plantas e animais nunca teriam surgido", afirma Estela.
Fábricas de ar Só as algas marinhas produzem mais da metade do gás vital
Origem - Bosques e florestas
% Produzida - 24,9%
Origem - Estepes, campos e pastos
% Produzida - 9,1%
Origem - Áreas cultivadas
% Produzida - 8,0%
Origem - Regiões desérticas
% Produzida - 3,0%
Origem - Árvores (total)
% Produzida - 45%
Origem - Algas marinhas
% Produzida - 54,7%
Origem - Algas de água doce
% Produzida - 0,3%
Origem - Algas (total)
% Produzida - 55%
Fonte: Ecologia, de Ramón Margalef

sábado, 13 de abril de 2013

membrana plasmática

Vamos lá galera! mais um pouquinho de citologia pra vocês, agora vamos falar sobre a membrana plasmática, bom estudo!!!!!!


Membrana celular
(ou membrana plasmática ou membrana citoplasmática ou plasmalema)
 Toda a célula, seja procarionte ou eucarionte, apresenta uma membrana que isola do meio exterior: a membrana plasmática. A membrana plasmática é tão fina (75Aº) que os mais aperfeiçoados microscópios ópticos não conseguiram torná-la visível. Foi somente após o desenvolvimento da microscopia eletrônica que a membrana plasmática pode ser observada. Nas grandes ampliações obtidas pelo microscópio eletrônico, cortes transversais da membrana aparecem como uma linha mais clara entre duas mais escuras, delimitando o contorno de cada célula.
 Constituição química da membrana plasmática
Estudos com membranas plasmáticas isoladas revelam que seus componentes mais abundantes são fosfolipídios, colesterol e proteínas. É por isso que se costumam dizer que as membranas plasmáticas têm constituição lipoprotéica.
A organização molecular da membrana plasmática
Uma vez identificados os fosfolipídios e as proteínas como os principais componentes moleculares da membrana, os cientistas passaram a investigar como estas substâncias estavam organizadas.

 O modelo do mosaico fluído
A disposição das moléculas na membrana plasmática foi elucidada recentemente, sendo que os lipídios formam uma camada dupla e contínua, no meio da qual se encaixam moléculas de proteína. A dupla camada de fosfolipídios é fluida, de consistência oleosa, e as proteínas mudam de posição continuamente, como se fossem peças de um mosaico. Esse modelo foi sugerido por dois pesquisadores, Singer e Nicholson, e recebeu o nome de Modelo Mosaico Fluido.  .
Os fosfolipídios têm a função de manter a estrutura da membrana e as proteínas têm diversas funções. As membranas plasmáticas dos animais contêm quantidades particularmente grande de colesterol. As moléculas de colesterol aumentam as propriedades da barreira da bicamada lipídica e devido a seus rígidos anéis planos de esteróides diminuem a mobilidade e torna a bicamada lipídica menos fluida.



Revestimentos da membrana celular
A maior parte das células, além de sua membrana celular, apresenta um revestimento ainda mais externo que ajuda a manter sua estrutura e lhe confere proteção. Os revestimentos mais comuns são o glicocálix, nas células animais e a parede celular, nas células vegetais.
Glicocálix:
Na superfície, glicoproteínas e glicolipídios formam uma tapete, chamado glicocálix, que parece ter funções de identificar e reter substancias uteis a célula. Cada célula tem seu glicocálix, como uma espécie de impressão digital. Entretanto, o glicocálix não faz parte da membrana celular, sendo apenas um revestimento externo de fazer reconhecimento celular.
 
Parede celular.
A parede celular é um envoltório extracelular presente em todos os vegetais e algumas bactérias, fungos e protozoários, cuja composição varia conforme o hábito de cada organismo perante os processos evolutivos e adaptativos.
Essa estrutura impossibilita alterações morfológicas dos organismos, em razão de seu caráter semirrígido, ou seja, as células não conseguem alterar a forma em consequência do impedimento espacial limitado pela rigidez da parede celular.
Nas plantas, a parede celular é composta basicamente pelo polissacarídeo celulose, formando a parede celulósica. Na maioria dos fungos, a parede é formada por quitina, podendo apresentar celulose.
Alguns protistas secretam substâncias que, associadas a minerais silicatos (sílica), constituem rudimentares ou elaboradas paredes celulares, também denominadas de exoesqueleto. Já as bactérias e cianobactérias apresentam parede celular formada por peptídoglicano (açúcares ligados a aminoácidos).
Sua formação nas células vegetais tem início com a deposição de uma fina camada elástica de celulose primária, permitindo nesse estágio o crescimento da célula. Depois de cessado esse crescimento, a parede recebe novas camadas de celulose e outras substâncias (suberina e lignina) conferindo maior resistência, denominada de parede secundária.
Para permitir o intercâmbio, troca de substâncias entre células adjacentes, existem pontes citoplasmáticas (falhas) ao longo da superfície da parede, chamadas de plasmodesmos.
A função primordial dessa estrutura é conferir resistência e proteção celular, impedindo a lise osmótica quando em meio hipotônico.

Funções das proteínas na membrana plasmática:
As proteínas da membrana plasmática exercem grandes variedades de funções: atuam preferencialmente nos mecanismos de transporte, organizando verdadeiros túneis que permitem a passagem de substâncias para dentro e para fora da célula, funcionam como receptores de membrana, encarregadas de receber sinais de substâncias que levam alguma mensagem para a célula, favorecem a adesão de células adjacentes em um tecido, servem como ponto de ancoragem para o citoesqueleto.
Proteínas de adesão: em células adjacentes, as proteínas da membrana podem aderir umas às outras.
Proteínas que facilitam o transporte de substâncias entre células.
Proteínas de reconhecimento: determinadas glicoproteínas atuam na membrana como um verdadeiro “selo marcador”, sendo identificadas especificamente por outras células.
Proteínas receptoras de membrana:
Proteínas de transporte: podem desempenhar papel na difusão facilitada, formando um canal por onde passam algumas substâncias, ou no transporte ativo, em que há gasto de energia fornecida pela substância ATP. O ATP (adenosina trifosfato) é uma molécula derivada de nucleotídeo que armazena a energia liberada nos processos bioenergéticos que ocorrem nas células (respiração aeróbia, por exemplo). Toda vez que é necessária energia para a realização de uma atividade celular (transporte ativo, por exemplo) ela é fornecida por moléculas de ATP.
Proteínas de ação enzimática: uma ou mais proteínas podem atuar isoladamente como enzima na membrana ou em conjunto, como se fossem parte de uma “linha de montagem” de uma determinada via metabólica.
Proteínas com função de ancoragem para o citoesqueleto.

Transporte pela Membrana Plasmática
 A capacidade de uma membrana de ser atravessada por algumas substâncias e não por outras define sua permeabilidade. Em uma solução, encontram-se o solvente (meio líquido dispersante) e o soluto (partícula dissolvida). Seletivamente permeável: permite a passagem do solvente e de alguns tipos  de soluto.
A passagem aleatória de partículas sempre ocorre de um local de maior concentração para outro de concentração menor (a favor do gradiente de concentração). Isso se dá até que a distribuição das partículas seja uniforme. A partir do momento em que o equilíbrio for atingido, as trocas de substâncias entre dois meios tornam-se proporcionais.
A passagem de substâncias através das membranas celulares envolve vários mecanismos, entre os quais podemos citar:
Transporte passivo
Difusão simples
Difusão facilitada
Osmose
Transporte ativo
Bomba de sódio e potássio
Endocitose e exocitose
Fagocitose
Pinocitose
Transporte Passivo
Ocorre sempre a favor do gradiente, no sentido de igualar as concentrações nas duas faces da membrana. Não envolve gasto de energia
 Difusão
Consiste na passagem das moléculas do soluto, do local de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio. É um processo lento, exceto quando o gradiente de concentração for muito elevado ou as distâncias percorridas forem curtas. A passagem de substâncias, através da membrana, se dá em resposta ao gradiente de concentração.
 Difusão Facilitada
Certas substâncias entram na célula a favor do gradiente de concentração e sem gasto energético, mas com uma velocidade maior do que a permitida pela difusão simples. Isto ocorre, por exemplo, com a glicose, com alguns aminoácidos e certas vitaminas. A velocidade da difusão facilitada não é proporcional à concentração da substância. Aumentando-se a concentração, atinge-se um ponto de saturação, a partir do qual a entrada obedece à difusão simples. Isto sugere a existência de uma molécula transportadora chamada permease na membrana. Quando todas as permeases estão sendo utilizadas, a velocidade não pode aumentar. Como alguns solutos diferentes podem competir pela mesma permease, à presença de um dificulta a passagem do outro.


Osmose
A água se movimenta livremente através da membrana, sempre do local de menor concentração de soluto para o de maior concentração. A pressão com a qual a água é forçada a atravessar a membrana é conhecida por pressão osmótica.
Os principais fenômenos osmóticos são:
Plasmoptise- É o estouro que sofre uma célula animal quando é colocada em meio hipotônico. Quando a célula é a hemácia o fenômeno recebe o nome de hemólise.
Crenação- Ocorre quando a célula animal é colocada em meio hipertônico, onde ela perde água e murcha.
Turgencia – Ocorre quando a célula vegetal é colocada em meio hipotônico, absorve água e fica completamente túrgida.
Plasmólise – Ocorre quando uma célula vegetal colocada em meio hipertônico perde água e se separa da parede celular.
Desplasmólise – É à volta ao normal de uma célula vegetal plasmolisada, quando colocada em meio hipotônico.
A osmose não é influenciada pela natureza do soluto, mas pelo número de partículas. Quando duas soluções contêm a mesma quantidade de partículas por unidade de volume, mesmo que não sejam do mesmo tipo, exercem a mesma pressão osmótica e são isotônicas. Caso sejam separadas por uma membrana, haverá fluxo de água nos dois sentidos de modo proporcional.
Quando se comparam soluções de concentrações diferentes, a que possui mais soluto e, portanto, maior pressão osmótica é chamada hipertônica, e a de menor concentração de soluto e menor pressão osmótica é hipotônica. Separadas por uma membrana, há maior fluxo de água da solução hipotônica para a hipertônica, até que as duas soluções se tornem isotônicas.
A osmose pode provocar alterações de volume celular. Uma hemácia humana é isotônica em relação a uma solução de cloreto de sódio a 0,9% (“solução fisiológica”). Caso seja colocada em um meio com maior concentração, perde água e murcha. Se estiver em um meio mais diluído (hipotônico), absorve água por osmose e aumenta de volume, podendo romper (hemólise). 
Se um paramécio é colocado em um meio hipotônico, absorve água por osmose. O excesso de água é eliminado pelo aumento de frequência dos batimentos do vacúolo pulsátil (ou contrátil). 
 Protozoários marinhos não possuem vacúolo pulsátil, já que o meio externo é hipertônico.
 A pressão osmótica de uma solução pode ser medida em um osmômetro. A solução avaliada é colocada em um tubo de vidro fechado com uma membrana semipermeável, introduzido em um recipiente contendo água destilada, como mostra a figura.
 Por osmose, a água entra na solução fazendo subir o nível líquido no tubo de vidro. Como no recipiente há água destilada, a concentração de partículas na solução será sempre maior que fora do tubo de vidro. Todavia, quando o peso da coluna líquida dentro do tubo de vidro for igual à força osmótica, o fluxo de água cessa. Conclui-se, então, que a pressão osmótica da solução é igual à pressão hidrostática exercida pela coluna líquida.
Transporte Ativo
Neste processo, as substâncias são transportadas com gasto de energia, podendo ocorrer do local de menor para o de maior concentração (contra o gradiente de concentração). Esse gradiente pode ser químico ou elétrico, como no transporte de íons. O transporte ativo age como uma “porta giratória”. A molécula a ser transportada liga-se à molécula transportadora (proteína da membrana) como uma enzima se liga ao substrato. A molécula transportadora gira e libera a molécula carregada no outro lado da membrana. Gira, novamente, voltando à posição inicial. A bomba de sódio e potássio liga-se em um íon Na+ na face interna da membrana e o libera na face externa. Ali, se liga a um íon K+ e o libera na face externa. A energia para o transporte ativo vem da hidrólise do ATP.
Endocitose e exocitose
 Enquanto que a difusão simples e facilitada e o transporte ativo são mecanismos de entrada ou saída para moléculas e íons de pequenas dimensões, as grandes moléculas ou até partículas constituídas por agregados moleculares são transportadas através de outros processos.
Endocitose
Este processo permite o transporte de substâncias do meio extracelular para o intracelular, através de vesículas limitadas por membranas, a que se dá o nome de vesículas de endocitose ou endocíticas. Estas são formadas por invaginação da membrana plasmática, seguida de fusão e separação de um segmento da mesma.
 Tipos de endocitose: pinocitose, fagocitose.

 Pinocitose
Neste caso, as vesículas são de pequenas dimensões e a célula ingere moléculas solúveis que, de outro modo, teriam dificuldades em penetrar a membrana.
O mecanismo pinocítico envolve gasto de energia e é muito seletivo para certas substâncias, como os sais, aminoácidos e certas proteínas, todas elas solúveis em água.
Este processo, que ocorre em diversas células, tem uma considerável importância para a Medicina: o seu estudo mais aprofundado pode permitir o tratamento de grupos de células com substâncias que geralmente não penetram a membrana citoplasmática (diluindo-as numa solução que contenha um indutor de pinocitose como, por exemplo, a albumina, fazendo com que a substância siga a albumina até ao interior da célula e aí desempenhe a sua função).
Fagocitose
Este processo é muito semelhante à pinocitose, sendo a única diferença o fato de o material envolvido pela membrana não estar diluído.
Enquanto que a pinocitose é um processo comum a quase todas as células eucarióticas, muitas das células pertencentes a organismos multicelulares não efetuam fagocitose, sendo esta efetuada por células específicas. Nos protistas a fagocitose é frequentemente uma das formas de ingestão de alimentos.
Os glóbulos brancos utilizam este processo para envolver materiais estranhos como bactérias ou até células danificadas. Dentro da célula fagocítica, enzimas citoplasmáticas são secretadas para a vesícula e degradam o material até este ficar com uma forma inofensiva.
Exocitose
Enquanto que na endocitose as substâncias entram nas células, existe um processo inverso: a exocitose ou clasmocitose.
Depois de endocitado, o material sofre transformações sendo os produtos resultantes absorvidos através da membrana do organito e permanecendo o que resta na vesícula de onde será posteriormente exocitado.
A exocitose permite, assim, a excreção e secreção de substâncias e dá-se em três fases: migração, fusão e lançamento. Na primeira, as vesículas de exocitose deslocam-se através do citoplasma. Na segunda, dá-se a fusão da vesícula com a membrana celular. Por último, lança-se o conteúdo da vesícula no meio extracelular.

vida em Marte?

Vida em Marte?
Evolução


O robô Curiosity, que está dando uma voltinha em Marte, coletou uma amostra de rocha que sugere que este planeta já teve condições ideais para a sobrevivência de bactérias no passado.
Os cientistas na NASA descobriram nesta rocha, elementos fundamentais para a vida como carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre, o famoso CHONPS, que você já deve ter visto nas aulas sobre origem da vida na Terra. Resumindo, foram encontrados nessa pedra os ingredientes essenciais para a formação e manutenção da vida.
Mas Jubilut, não tem que ter água pra ter vida? Pois bem, essa rocha sedimentar foi encontrada justamente numa área chamada Baía de Yellowknife, que em um passado remoto, já abrigou água. Basicamente o robô turbinado achou uma pedra onde já foi um lago em Marte. Sinistro!!!
Com essa descoberta, é quase certo que Marte já abrigou condições ambientais propícias para a vida. Para confirmar está hipótese, novas amostras de rochas serão coletadas pelo robozoide.
Eu não sei se vocês notaram, mas apenas em nosso pequeno sistema solar nós temos dois planetas onde a vida pode ter sido formada. Imagina o que pode existir nos bilhões de planetas presentes no Universo?
Essa uma notícia que está repercutindo muito no meio científico e na mídia. É quase certo que vocês vestibulandos, encontrem algo a respeito deste assunto nas suas provas, incluindo o ENEM. Provavelmente a notícia estará embutida em uma questão sobre a origem da vida na Terra. Fiquem espertos!!!  
 

 

               

Este mapa com cor falsa mostra a área dentro da Cratera Gale em Marte onde o robô Curiosity pousou em 05 de agosto de 2012 e o local onde o robô recolheu sua primeira amostra perfurando a rocha "John Klein". A imagem combina dados topográficos com dados térmicos, que registram a capacidade da superfície para segurar o calor. O vermelho indica uma superfície que retém o calor por mais tempo. A área oval em preto indica a área de pouso do robô. A parte acima indicada como "alluvial fan" é uma área de detritos formada por água corrente. Parece provável que os sedimentos foram transportados por água para John Klein, que seria parte de um sistema de 'leques aluviais'. Os materiais fluíam com a água e os sedimentos acumulados para formar um ambiente habitável.