quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Questões de citologia

Questões de Citologia

Questões para testar os conhecimento sobre Citologia, testes de múltipla escolha, exercícios.

Questões de Citologia (respostas no final da página)

1. Numa célula animal, qual organela é responsável pela respiração celular?

A - Complexo de Golgi

B - Mitocôndria

C - Ribossomo

D - Centríolo

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2. Qual das alternativas abaixo apresenta funções da membrana plasmática numa célula?

A - Dar forma a célula, além de controlar as substâncias que entram e saem dela.

B - Executar a respiração celular.

C - Fazer a síntese de proteínas dentro da célula.

D - Executar todo processo de divisão celular.

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3. Qual das alternativas abaixo apresenta os nomes de duas formas de divisão celular?

A - Fagocitose e Osmose

B - Interfase e Fotossíntese

C - Mitose e Meiose

D - Osmose e Anáfase

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4. Numa célula animal, qual organela possui a função de conservar e transmitir a informação genética na reprodução das células e regular as funções celulares.

A - Ribossomos

B - Lisossomos

C - Citoplasma

D - Núcleo Celular

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5. Qual a função dos leucócitos (glóbulos brancos) presentes no sangue dos seres humanos?

A - Desempenham a função de proteção, combatendo agentes infecciosos que penetram no organismo humano.

B - Realizam a importante função de transporte de nutrientes através de todo corpo humano.

C - Realizam o transporte de oxigênio, através do sangue humano.

D - Atuam no processo de divisão celular.







Respostas das questões:

1. B | 2. A | 3. C | 4. D | 5. A


lembretes

MACETES

Aqui vai algumas dicas que irá s ajudar você a lembrar de alguns assuntos de biologia, os chamados "macetes"

DOENÇAS
Doenças causadas por bactérias:
Macete: Todo Mundo Sofre Com Pequenas e Grandes Doenças
T: tétano / M: meningite / S: sífilis / C: cólera / P: pneumonia / G: gonorréia / D: difteria

Doenças causadas pela falta de vitaminas:
  • Vitamina A: cegueirA noturnA;
  • Vitamina BBeri Béri;
  • Vitamina C: esCorbuto;
  • Vitamina D: raquiDismo (Qual é a letra que lembra mais T do raquitismo?);
  • Vitamina E: deixa EstÉril;
  • Vitamina K: problemas de Koagulação (Qual é a letra que lembra mais C de coagulação?).

Doenças causadas por vírus:
Macete: HeHeVAi EnSaCaR Pó De CaFé na RUa

He= hepatite; He= herpes; V= varíola; Ai=aids; En= encefalite; Sa=sarampo; Ca= caxumba; R=raiva;
Po= Poliomelite; De= dengue; Ca= catapora; Fe= febre amarela; Ru= rubéola.



ZOOLOGIA
Para memorizar os filos:
Macete: POR Certos PLAnos ASQUErosos ANMOLestou-se ARrependeu-se EQUIChorar
Por= poríferos; C= cnidários; PLA = platelmintes; ASQUE= asquelmintes; AN= anelídios; MOL= moluscos; AR= artrópodes; EQUI= equinodermos; C= cordados.

Para memorizar os filos dos animais CELOMADOS:
Macete: A MÃE CORoa

A=Anelídeos; M= Molusco; A= Artrópode; E= Equinodermata; COR= CORdatos.

Para memorizar as Classes dos Platelmintos:
Macete: CÊS TUdo TREMece
CES= cestoda; TU= TUrbelaria; TREM= TREMatoda.



EMBRIOLOGIA
Tipos de Óvulos
Cantar no ritmo de "Ciranda Cirandinha":
Oligo, oligolécito um mamífero vai dar. Vamos lá heterolécito um anfíbio originar. E o ovo centrolécito um artrópode vai dar. E o ovo telolécito uma ave vai formar. No primeiro e no segundo, segmentação total. No terceiro e no quarto ela é, é parcial.

As fases do desenvolvimento do embrião:
Macete: Mãe Bem Gorda e Neurótica
M= Mórula; B= Blástula; G= Gástrula; N= Nêurula.

NÍVEIS TAXONÔMICOS
Para memorizar a sequência:
Macete 1: O rei ficou claramente orgulhoso da família do genro escolhido
Macete 2: Raio Forte Caiu Ontem Fazendo Grande Estrago
Macete 3: Re - Fi - Co- Fa- GE

R= reino; F= filo; C= classe; O= ordem; F= família; G= gênero; E= espécie.


CITOLOGIA
Bases Nitrogenadas
Macete: No DNA - Agnaldo Timoteo e Gal Costa
A= adenina; T= timina; G= guanina; C= citosina
No RNA: Substitui Timina por Uracila

Bases Nitrogenadas Púricas
Macete: ÁGua PURa
A= adenina; G= guanina; PUR= púrica


RNA mensageiro
As 3 trincas que jamais poderão terminar uma fita de RNAm serão:
UAA
UAG
UGA


macete:
U Amor Amado
U Amor Gamado
U Gamado Amor


As fases da mitose
Macete 1: PRoMEto a ANA Telefonar
Macete 2: Paquerei Minha Amiga Tereza

P= prófase; M= metáfase; A=anáfase; T= telófase

Fases da Prófase I
Macete1: Linda Zebra PAstando Durante o DIA
Macete2: LEva ZIco PAra DIstante DIsso,

L= leptóteno; Z= zigóteno; P= paquíteno; D= diplóteno; D= diacinese.

BOTÂNICA:
Reprodução das plantas
Macete: briófita é gametófito.... o resto é esporófito


Órgãos reprodutivos de plantas
Macete: A FILESTÁ ANDando
(Antera+ Filete = ESTAme, cujo o conjunto é o ANDroceu)

Macete: ESTava ESperando O GINECologista
(ESTigma+ EStilete+Ovário= GINECeu)
Obs:no aparelho feminino todos os órgãos começam com VOGAIS!

MACETE das gimnospermas
{em ritmo de São João}
"Gimnosperma iaiá
não tem fruto ioiô
o vento que vai polinizar,
o pinhão é semente e
a pinha não é floooooor"



SISTEMAS
Sistema Circulatório
Coração e você
tem tudo A
.............. V

Os átrios ficam em cima
e os ventrículos embaixo! 


QUÍMICA
Balanceamento de Equações
O balanceamento de equações químicas inicia-se pelos metais, depois os ametais (não metais) por fim ocarbonohidrogênio e oxigênio.
Macete: MACHO
M= Metais, A= Ametais, C= Carbono, H= Hidrogênio e O= Oxigênio

6 dicas de como memorizar o conteúdo de biologia

Na hora de estudar Biologia é difícil não ficar perdido de vez em quando com tantos nomes científicos, não é mesmo? Nome sobre a divisão celular, nomes sobre a classificação animal…
Mas alguns macetes podem ajudar a deixar as coisas frescas na mente. São as chamadas frases mnemônicas, que ajudam na memorização. São boas para usar se der aquele branco no meio da prova.
Confira seis dicas para memorizar conteúdos de Biologia, da zoologia à divisão celular:
Níveis Taxonômicos 
Para memorizar a sequência dos níveis taxonômicos dos seres vivos, que é Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie.
Macete: Rei Ficou Claramente Orgulhoso da Família do Genro Escolhido
Ou Raio Forte Caiu Ontem, Fazendo Grande Estrago
Bases Nitrogenadas 
No DNA as basesnitrogenadas são A, T, G e C: Adenina, Timina, Guanina e Citosina. A se liga com T e G se liga com C.
Macete: Agnaldo Timóteo e Gal Costa
Zoologia
Para memorizar as classes de animais: poríferos, cnidários, platelmintes, asquelmintes, anelídios, moluscos, artrópodes, equinodermos e cordados.
Macete: POR Certos PLAnos ASQUErosos ANMOLestou-se ARrependeu-se EQUIChORar
Fases da Meiose/Mitose 
Para memorizar as fases da divisão celular: Prófase, Metáfase, Anáfase, Telófase
Macete: Prometo a AnTelefonar
Para memorizar as fases específicas da Prófase I, que são Leptóteno, Zigóteno, Paquíteno, Diplóteno e Diacinese.
Macete: Linda Zebra PAstando Durante o DIA
Ou: LEvanta ZIco PAra DIDI
Doenças causadas por bactérias
Para memorizar as principais doenças causadas por bactérias, que são Tétano, Meningite, Sífilis, Cólera, Pneumonia, Gonorreia e Difteria.
Macete: Todo Mundo Sofre Com Pequenas e Grandes Doenças.
Fases embrionárias
Para memorizar fases embrionárias, que são Mórula, Blástula, Gástrula e Nêurula.
Macete: Mãe Bem Gorda e Neurótica.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Como assim? Carne produzida em laboratório???Sim, gente pode acreditar, ela existe!

Mesmo que você seja vegetariano, deve concordar que o consumo de carne faz parte da história humana, certo? Rica em proteínas, a carne é uma excelente fonte de energia, e possui grande importância na promoção de crescimento em mamíferos, como a espécie humana.
A recente diminuição no preço de produtos derivados de animais tem resultado em um rápido crescimento no consumo, e até 2030 espera-se que uma pessoa consuma, em media, 45 quilos de carne por ano!
Infelizmente, um maior consumo de carne implica em maiores danos ambientais, dentre eles um aumento no consumo de água e no desmatamento. Além disso, grande quantidade dos alimentos vegetais - que poderiam ser utilizados para consumo humano -  são utilizados como componentes de rações. Cerca de um terço da produção mundial de gramíneas, por exemplo, é utilizada para alimentação de gado de corte. Por fim, diversas questões éticas estão envolvidas, como a qualidade de vida dos animais.
O primeiro hambúrguer feito com carne produzida em laboratório foi apresentado em 2013, por um grupo de pesquisadores europeus. Foto: Toby Melville.
Em busca de uma forma de produção mais ambientalmente saudável, diversos grupos de cientistas estão pesquisando a produção de carne animal em laboratório, a partir de culturas celulares. Como todo novo produto tecnológico, a carne produzida em laboratório foi divulgada inicialmente com um preço de U$ 300 mil por hambúrguer!
Além do valor absurdo, especialistas que provaram o alimento o acharam seco e sem sabor, deixando os possíveis consumidores bastantes desanimados em relação ao produto. Porém, este ano, o mesmo grupo de pesquisa divulgou novas (e animadoras) informações sobre a carne de laboratório.
Técnicas em biologia molecular e tecnologias com células tronco permitiram que a carne fosse produzida ao preço de U$ 11 por hambúrguer, ou cerca de U$ 70 por quilo, um valor muito mais razoável.
Além disso, o sabor da carne está cada vez mais parecido com o de uma carne produzida naturalmente, com estudos focando na adição de gordura e ferro às fibras musculares. Os novos modelos têm se mostrado tão promissores, que a equipe acredita que o produto esteja pronto para a comercialização em no máximo cinco anos!
O professor Mark Post lidera um grupo de pesquisadores em busca da redução dos custos e do melhoramento do sabor da carne artificial. Foto: David Parry.
Além de reduzir o sofrimento de milhões de animais que seriam abatidos a cada ano, a produção de carne em laboratório utiliza 45% menos energia, emite 96% menos gases e utiliza 99% menos espaço físico do que a produção tradicional. Mas como é o processo de produção?
Resumidamente, o processo tem início com a extração de células tronco de tecido muscular bovino. Este é o único momento em que ainda se tem contato com os animais. No laboratório, estas células serão cultivadas com meios químicos que induzem sua diferenciação em células fibrosas. A união destas células e a adição de gordura, ferro e demais elementos irá culminar na proteína propriamente dita, ou seja, a carne.
Além desta equipe, localizada na Universidade Maastricht, nos Países Baixos, diversos outros pesquisadores estão tentando melhorar as técnicas para produção de carne artificial. Em Israel, pesquisadores estão focando na produção de carne artificial de frango, por exemplo. A produção de peixes também tem sido bastante pesquisada.
Resta torcer para que novas tecnologias contribuam para que estas pesquisas continuem apresentando bons resultados! Quem sabe, no futuro, nós seremos capazes de comer carne sabendo que pouco sofrimento, e pouca poluição, foram gerados durante o processo produtivo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Em busca de um substituto para o sangue

A necessidade de encontrar uma substância capaz de substituir o sangue é tão grande que muitos consideram esse possível substituto o ‘cálice sagrado’ da traumatologia.
Durante toda a história humana, o sangue tem sido relacionado à vida e à vitalidade.  Já na Bíblia é dito que “o sangue é a vida” (Deuteronômios 12: 23). Mas a descoberta da circulação sanguínea ocorreu apenas em 1628, pelo médico britânico William Harvey (1578-1657), e o uso terapêutico do sangue é ainda mais recente. Somente no início do século 19 foi feita a primeira transfusão de sangue humano, atribuída ao médico inglês James Blundell (1791-1879). Até o início do século 20, os resultados obtidos com as transfusões foram, em geral, catastroficamente negativos. 
Apenas na década de 1920, isto é, há menos de 100 anos, os três maiores riscos associados a transfusões foram efetivamente controlados:  a coagulação sanguínea, a infecção e a incompatibilidade dos grupos sanguíneos.  O controle deste último fator de risco deve-se às pesquisas feitas pelo médico austríaco Karl Landsteiner (1868-1943), que classificou diferentes tipos sanguíneos, atribuindo-lhes as letras A B e O (o que ficou conhecido como sistema ABO) – trabalho que lhe rendeu o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930. Posteriormente, descobriu o fator Rh, que complementa a classificação do sangue e também está relacionado a problemas de incompatibilidade nas transfusões.
Ao longo da história, muitas substâncias foram investigadas como substitutos ao sangue humano para uma de suas funções: o transporte de oxigênio. Entre elas, estão o leite, o vinho, a cerveja, o ópio, soluções salinas, o sangue animal etc.
Apesar de comum, o termo ‘substituto sanguíneo’ é evidentemente incorreto, uma vez que, até a presente data, não existem fluidos capazes de realizar todas as funções sanguíneas, excetuando-se o próprio sangue.
 Esse fato é reconhecido pelo médico norte-americano William Amberson, que, em sua revisão publicada em 1937, escreve: “O sangue de vertebrados é o fluido mais complexo encontrado no mundo dos organismos vivos. É composto por dezenas de ingredientes essenciais e realiza uma multiplicidade de atividades; sendo o carreador fluido de uma variedade de substâncias químicas e integrações de funções hormonais, bem como a fonte de alimento e oxigênio para todos os tecidos, ele desafia a síntese laboratorial.  É elementar o reconhecimento da inexistência de um substituto completo para o sangue. Entretanto, biólogos e fisiólogos, assim como os clínicos, deparam-se frequentemente com situações nas quais o sangue não pode ser obtido, ou em que o problema em questão somente pode ser resolvido com uma simplificação de condições, de forma que um substituto sanguíneo tem se tornado uma das maiores necessidades para os laboratórios experimentais”.

Urgência atual

A necessidade apontada em 1937 ainda persiste e é agravada por eventos recentes, como o aumento da expectativa de vida e consequente envelhecimento populacional, o desenvolvimento da medicina, o aumento dos custos relativos às bolsas de sangue etc. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são feitos aproximadamente 92 milhões de doações por ano no mundo, sendo metade realizada em países desenvolvidos, que representam cerca de 15% da população mundial.  
Adicionalmente, cerca de 65% das doações e coletas mundiais de sangue estão concentrados em apenas 10 países:  Estados Unidos, China, Índia, Japão, Alemanha, Rússia, Itália, França, Coreia do Sul e Reino Unido. Considerando a estimativa de usoper capita de sangue para os Estados Unidos, que é de 1 unidade a cada 25 pessoas, calcula-se um déficit anual de mais de 200 milhões de unidades de sangue, caso o mundo tivesse o mesmo nível de qualidade em saúde.

A manutenção do sistema de bancos de sangue é outro desafio a ser enfrentado. Especialmente após o advento da epidemia de Aids em 1980, os bancos de sangue e as transfusões como um todo sofreram grandes impactos. Ao se verificar a possibilidade de propagação da Aids por meio de transfusões, desenvolveram-se intensas críticas e questionamentos quanto à eficácia e segurança do uso de sangue, que perduram, com razão, até hoje.
Apesar de salvar muitas vidas, a transfusão de sangue apresenta muitas preocupações, não apenas relacionadas aos eventos adversos da terapêutica, mas também a questões logísticas, econômicas e sociais. Do ponto de vista terapêutico, as transfusões de sangue implicam, além do risco de incompatibilidade, transmissão de micro-organismos patogênicos, diminuição da capacidade de defesa do organismo, lesão pulmonar aguda, reações hemolíticas (que causam rompimento dos glóbulos vermelhos), aumento do risco de morte (proporcional ao volume sanguíneo infundido) e reação inflamatória sistêmica aguda, entre outros.
Com a percepção de novos riscos e a insurgência de novas análises, maiores custos são envolvidos na coleta e maior número de unidades de sangue é descartado por não atender aos novos padrões de qualidade. A OMS estima que 1,6 milhão de unidades de sangue foram descartadas em 2008 devido à presença de marcadores de infecção para doenças transmissíveis por transfusão, como Aids, hepatites B e C e sífilis. E, apesar da drástica redução da chance de transmissão dessas doenças observada em países ricos, naqueles considerados pobres esse risco ainda é bastante alto. A OMS aponta que, em 2011, 39 dos seus países-membros não realizavam rotineiramente no sangue doado testes para Aids, hepatites B e C e sífilis, um fato extremamente alarmante.
Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 329. Clique aqui para acessar uma versão parcial da revista e ler o texto completo.
Marcos Camargo Knirsch e Bronislaw Polakiewicz 
Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica,
Faculdade de Ciências Farmacêuticas,
Universidade de São Paulo
Attilio Converti 
Departamento de Engenharia Civil, Química e Ambiental,
Escola Politécnica,
Universidade de Gênova (Itália)
Fonte: ciência Hoje

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul.

Um grupo de pesquisadores apresentou nesta quinta-feira (10) na África do Sul os remanescentes fósseis de um primata que podem ser de uma espécie do gênero humano desconhecida até agora.
A criatura foi encontrada na caverna conhecida como Rising Star (estrela ascendente), 50 km a nordeste de Johanesburgo, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos. O primata foi batizado de Homo naledi. Em língua sotho, "naledi" significa estrela, e Homo é o mesmo gênero ao qual pertencem os humanos modernos.
Os fósseis foram encontrados em uma área profunda e de difícil acesso da caverna, na área arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", considerada patrimônio mundial pela Unesco. Por se situar num depósito sedimentar onde as camadas geológicas se misturam de maneira complexa, os cientistas ainda não conseguiram datar o primata descoberto, que poderia ter qualquer coisa entre 100 mil e 4 milhões de anos.
"Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, numa entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o "Berço da Humanidade"
Reconstrução mostra como seria o rosto do 'Homo Naledi', como foi batizada a nova espécie identificada a partir de ossos encontrados na África do Sul (Foto: Mark Thiessen/National Geographic via AP)
Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma "nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então".
O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta como extraordinária.
"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", disse Chris Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema que acompanhou o estudo de Berger, publicado no periódico científico eLife.
O professor Lee Berger segura a réplica de um crânio do ‘Homo naledi’, nova espécie de hominídeo descoberta na África do Sul (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)
A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há milhões de anos, entre o australopiteco primitivo e o primata do gênero homo, nosso ancestral direto.
Se for muito antiga, com mais de 3 milhões de anos, a espécie teria convivido com os australopitecos, anteriores ao gênero homo. Se for mais recente, com menos de 1 milhão de anos, é possível que tenha coexistido com os neandertais -- primos mais próximos do Homo sapiens -- ou até mesmo com humanos modernos.
Os trabalhos que levaram à descoberta foram patrocinados pela National Geographic Society, dos EUA, e pela Fundação Nacional de Pesquisa da África do Sul.
Foto da revista National Geographic mostra ossos recolhidos por pesquisadores na África do Sul que foram identificados como sendo de uma nova espécie do gênero humano (Foto: Robert Clark/National Geographic, Lee Berger/University of the Witwatersrand via AP)Fonteg1.globo.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

oieeeee!!!!!! galera !!!! estava um pouco sumida , mas agora voltei para continuar nosso estudo sobre a vida .
Então vamos lá...

Expedição Mostra mundo oculto dos plânctones

O mundo escondido dos menores organismos do mundo foi revelado em uma série de estudos divulgados na publicação científica Science.
Um grupo internacional vem estudando amostras de plâncton recolhida durante uma expedição global de três anos.
Até agora, eles encontraram 35 mil espécies de bactérias, cinco mil novos vírus e 150 mil plantas e seres unicelulares.
O grupo acredita que a maioria desses micro-organismos são novos para a  ciência.
— Temos a descrição mais completa até agora de organismos planctônicos: quais são vírus, bactérias e protozoários. Finalmente temos um catálogo do que existe no mundo — Bowler, do Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), em Paris, à BBC News.
              Este pequeno crustáceo foi encontrado em uma amostra no Pacífico Sul - Foto: BBC
Plâncton  é formado por organismos uni ou pluricelulares, em sua grande maioria microscópica, que flutuam com pouca capacidade de locomoção nos oceanos e mares, na superfície de águas salobras, doces ou lagos. Alguns invertebrados, as medusas e o Krill são exemplos de plânctons macroscópicos, ou seja, podem ser vistos a olho nu. O plâncton é a base da cadeia alimentar do ecossistema aquático  e produzem – através da fotossíntese – metade do oxigênio que respiramos.. Esses Organismos apesar de ser  inaudível , mas, juntos, compõem 90% da massa de toda a vida nos oceanos. Eles incluem vírus, bactérias, plantas unicelulares e protozoários. Os plânctons são a base da cadeia alimentar marinhaContudo, até agora, pouco se sabia sobre esse ecossistema oceânico nunca observado. A expedição Tara, que foi financiada principalmente pela estilista francesa Agnès B., quis mudar este quadro.

                                                     Foto: BBC
                                                                                                 Foto: BBC

Entre 2009 e 2013, a equipe internacional de cientistas participou da expedição à bordo da escuna Tara. O barco percorreu 30 mil quilômetros por todos os oceanos do mundo, coletando 35 mil amostras que foram retiradas tanto da camada mais superficial dos mares até trechos que ficavam mil metros debaixo d'água. O projeto inteiro custou cerca de 10 milhões de euros (R$ 34 milhões).

Novos vírus

Até agora, os cientistas analisaram 579 das 35 mil amostras de bactérias. Os resultados das análises foram apresentados em cinco estudos.
Bowler afirmou que a pesquisa está transformando o nosso conhecimento sobre estas comunidades oceânicas.
"Descrevemos cerca de cinco mil comunidades de vírus – só 39 dessas eram conhecidas. E para os protozoários, estimamos algo como 150 mil tipos."
"Há cerca de 11 mil espécies de plâncton formalmente descritas, mas temos provas de que há pelo menos dez vezes mais que isso", diz Bowler.
A maioria dos organismos encontrados já havia sido observada antes, mas análises genéticas revelaram muitos genes desconhecidos.
"Temos (catalogados) 40 milhões de genes – e cerca de 80% deles são novos para a ciência", afirma o pesquisador.
A equipe também observa a maneira como as comunidades de plânctons estão organizadas e como as espécies interagem entre si.
As análises revelaram que a maioria dos organismos é sensível à temperatura - Foto: BBC

 os pesquisadores também tentaram entender como estes organismos interagem  -Foto: BBC
Os organismos planctônicos incluem até estas diminutas águas-vivas e peixes encontrados nos oceanos - Foto: BBC.

Base de dados 'enorme'

Os primeiros estudos revelam que muitos dos organismos, especialmente as bactérias, são sensíveis à temperatura.
"É a temperatura que determina que tipo de comunidades de organismos vamos encontrar. Se olharmos para nossos dados e soubermos que organismos estão lá, podemos prever a temperatura da água em que estão vivendo com 97% de probabilidade", afirma Bowler.
"Estes organismos são mais sensíveis à temperatura do que a qualquer outra coisa,e, com as mudanças climáticas, devemos observar mudanças também nestas comunidades."
A equipe de pesquisadores diz que estas descobertas são só o começo. Eles disponibilizaram os resultados para a comunidade científica para conseguir compreender melhor este mundo marinho misterioso.
"A quantidade de dados que disponibilizamos é enorme. É uma das maiores bases de dados sobre DNA disponíveis para a comunidade científica. Mas nós analisamos somente cerca de 2% das amostras que coletamos em todo o mundo – então há muito trabalho a fazer para que possamos entender mais sobre o funcionamento destes ecossistemas e sua importância para o bem-estar do planeta", diz o cientista.